DUALISMO VS. HOLISMO
Pois bem amados,vamos falar agora sobre um papo teologico sobre a definição da alma segundo os que creem nas Escrituras,existem 2 grupos que definem sua visão sobre a crença da alma,temos uma alma ou somos uma alma?
como classificamos isso? abaixo as devidas explicações de forma simples e clara.
Dualismo – A visão do ser humano no contexto imortalista é que este possui uma natureza dualista, isto é, tem um corpo e possui uma alma [nephesh, no hebraico, psiquê, no grego], que seria imortal e estaria presa dentro do corpo e que é liberta por ocasião da morte deste, indo imediatamente para o Céu ou para o inferno, durante toda a eternidade. Na ressurreição, apenas o corpo morto ressuscita, pois a alma imortal já está lá, liberta do corpo, há muito tempo, religando-se a este por ocasião da ressurreição dos mortos que se dá no momento da segunda vinda de Cristo (cf. 1Co.15:22,23).
Essa é a visão dualista da natureza humana, de
imortalidade da alma. Noutras palavras, você é uma pessoa que tem outra “pessoa”
dentro de você. A visão tricotomista do ser humano ensina o mesmo contraste
dualista de corpo e alma e prega que nós somos um espírito, possuímos uma alma
e moramos em um corpo. Portanto, ambas as visões – dualista e tricotomista –
serão refutadas da mesma forma, visto que possuem os mesmos conceitos básicos
sobre a constituição da natureza humana.
Holismo
– O conceito holista da natureza humana prega, ao contrário da imortalidade,
que o ser humano não tem uma alma: ele é
uma alma. Ele vive como uma alma, ele morre
como uma alma. Uma alma vivente significa apenas um “ser vivo”. Nós não temos
uma alma imortal presa dentro do nosso corpo que é liberta por ocasião da
morte. A morte é o último inimigo a ser vencido (pelo fator “ressurreição”), e
não o libertador da “alma imortal” (cf. 1Co.15:26). Pessoas morrem, pessoas ressuscitam.
Corpo, alma e espírito são características da mesma pessoa e não pessoas separadas.
O espírito é o princípio ativador da vida, é aquilo que dá animação ao corpo, é
o sopro de Deus por meio do qual respiramos e somos seres (almas) viventes. É
esse o simplismo bíblico sobre a criação da natureza humana, que elimina os
complexos malabarismos propostos por Platão em sua tese sobre a natureza
dualista e a sobrevivência da alma após a morte em um estado consciente.
Fonte: extraido do livro ''Imortalidade da Alma'' de Lucas Banzoli.

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