A CEIA DO SENHOR
Entendendo a ceia do Senhor muito além do pãozinho e do suco de uva!
“A Vaidade está tão ancorada no coração do homem que... os que escrevem contra ela, almejam a glória da boa escrita; e os que a leem desejam a glória por tê-la lido” - Blaise Pascal.
Sobre a Ceia: Mt 26.6-29 / Mc 15.22-25 / Lc 22.17-20
Outros nomes dados à ceia:
- Ceia do Senhor – 1Co 11.20
- Mesa do Senhor – 1Co 11.21
- Partir do Pão – At 2.42; 20.7
- Comunhão – 1Co 10.16; 5
- Festa do Amor – 2Pe 2.13
Dois pontos são cruciais na Ceia do Senhor:
- Comunhão
- Adoração
* Leia Lc 22.7 a 20 – No versículo 16, a Ceia é o momento de maior comunhão entre os cristãos, e a Ceia também anuncia o evangelho (1Co 1.26).
* A Ceia era uma refeição comum, uma comida normal, na qual as pessoas paravam por um momento para relembrar o sacrifício de Jesus. Jesus, para exemplificar, e simbolizar o que dizia se usou de dois alimentos muito comuns em todas as refeições daquela região e época – O vinho, e o pão – que seriam mais ou menos como o nosso “arroz com feijão” nos dias de hoje. Por tanto não há nada de “mágico” por detrás desses alimentos, e mesmo com o forte simbolismo de cada um deles, são apenas elementos “coadjuvantes” nesse momento, pois o principal é o Senhor Jesus.
* Sobre a normatização da Ceia – Não há orientações bíblicas de quando, e como devemos celebrar a Ceia. Pelas menções no novo testamento, vemos que eram realizadas com muita frequência, e regularmente (1 vez por semana), veja por exemplo em At 20.7. Cada grupo institui a Ceia como achar melhor. As comunidades brasileiras normalmente às fazem uma vez por mês. Devemos nos lembrar que nossas diferenças como pessoas, não devem nos impedir de viver em comunhão com os irmãos dentro da igreja. Todos temos nossas particularidades e devemos respeitar cada qual como é. Por isso a tolerância é muito importante.
Uma comunidade de fé é sim um ajuntamento de pessoas que pensam de forma semelhante. Semelhante, mas não iguais!
Sobre 1Co 11.27-33:
É usado com frequência o esquema da “Teologia do Cagaço”, principalmente nas igrejas neopentecostais: Intimidar as pessoas, e querer atribuir (exigir) delas um grau de santidade que as mesmas nunca terão. Também o “terrorismo psicológico”, onde as pessoas se sentem acuadas, quando as mesmas não ceiam (já por conta da má interpretação do texto bíblico) e se sentem pecadoras (o que de fato todos somos) e menos santas. E talvez o pior de tudo, somos levados a julgar o próximo.
Mas o que significa o termo INDIGNAMENTE?
“Ontem e hoje o Senhor ceia com pecadores”
- Indignamente: do grego ANAXIOS – inadequadamente.
- Discernindo: do grego DIAKRINO – distinguir.
Em suma: A pessoa deve ter convicção de que vive uma nova vida, e compreende o sacrifício de Jesus.
Vale ressaltar que Corinto tinha várias classes sociais (diferente da igreja de Atos, onde todos, vendiam seus bens e iam viver em comunidade), e em suas casas haviam cômodos apropriados para as refeições, que segundo estudos abrigavam em torno de 14 pessoas (os mais abastados) já os mais pobres, ficavam na varanda, e as vezes até de fora da casa.
“Indigno” é comer, cear não considerando o irmão! Comer de maneira indigna é não considerar o corpo, ou seja A IGREJA. A igreja é o corpo de Cristo.
Mas, quem pode cear?
“Todo aquele que compreende que vive uma nova vida graças ao sacrifício de Jesus. Compreende o sacrifício, e a importância da comunhão com os irmãos. E quanto ao ser “digno” – olhando sobre esse ponto de vista, qual de nós é digno de alguma coisa? Talvez a meritocracia imputada aos fiéis da igreja contemporânea, tenha feito com que esse momento perdesse a inocência, do poder afirmar: “somos falhos, pecadores, precisamos do Senhor!”
Jesus, mais que uma ordem, deu-nos um exemplo
O “Fazei isso em memória de mim”, mencionado por Cristo, não era apenas por causa do que Ele já havia feito, e sim, principalmente pelo que Ele ainda iria fazer: O SACRIFÍCIO.
No momento da ceia, paramos, refletimos e revivemos o sacrifício, e compartilhamos isso com os nossos irmãos, isso porque juntos, formamos parte do corpo de Cristo.
“De uma única vez todo o pecado foi expiado na cruz, todas as faltas apagadas, toda a obrigação para com Satanás e toda a sentença passada sobre a queda de Adão é rompida, cancelada e anulada pelos cravos de Jesus.” – Conde Nikolaus Ludwing Von Zinzerdorf
Anderson Corrêa
Comunidade Cristã – Orgânica Missões Urbanas

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